sábado, 17 de julho de 2010

Mais um capítulo da vidinha da Andrômeda


Às vezes nos deparamos com pessoas que tem uma história de vida sofrida, que passaram por vários problemas na vida, que tiveram suas provações desde cedo. Sempre analisamos se são pessoas positivas diante dos problemas e podemos perceber isso pela atitude que tem diante de toda essa realidade. Se não são, a situação é muito pior.

Através da Andrômeda, consigo comprovar que os animais também passam pela mesma situação. Espíritas justificam como o resgate cármico, ou seja, o que se escolhe passar nessa vida, para recuperar erros de vidas anteriores e assim evoluir.

Quando ela foi resgatada das ruas no centro da cidade, pela Verinha, chegou com uma enorme ferida no lado direito, pegando boa parte da patinha também. Ela ficou de repouso vários dias para se recuperar, foi esterilizada e estava feliz da vida, voltava sempre correndo para o seu leito de recuperação, sempre ronronando, esperando por um carinho. Fala com as pessoas, olha com amor, se faz entender só com a sua atitude. Com o passar do tempo, a ferida foi cicatrizando e quase curou, até que foi adotada pela Claúdia. Pouco mais de um mês acolhida na nova casa, foi vítima de um tiro de chumbinho, que acertou em cheio o fêmur da pata esquerda, quebrando-o, no local onde ficou a bala. Trouxe ela de volta, sem condições dela continuar naquela região, porque existem pessoas capazes de atirar em gatos. A Claudia ficou horrorizada com a situação. Sim, como uma pessoa pode atirar num animal que não oferece perigo? E mesmo que oferecesse, atirar não é uma saída aceitável.

A bala foi retirada e o fêmur soldado através de um pino. Ontem, dia 16/07, fez uma nova cirurgia para a retirada no pino, comprovando a cicatrização óssea. Só que a ferida do lado direito retornou com força total, nesse tempo em que ela esteve novamente no seu leito de recuperação.

Sem reclamar, durante quatro semana, dia após dia, deitadinha na sua caminha, numa área restrita. No mesmo dia da retirada do pino, foi colhido o material da ferida para a realização da biópsia para iniciarmos o tratamento adequado. Com as duas patinhas traseiras em recuperação, ela não consegue ainda se equilibrar.

Rezo todos os dias pela sua recuperação. Ela sente dor. Cada vez que a vejo sofrer, lembro que existe um culpado e que estamos também tentando, pelos meios legais, que ele seja responsabilizado.

Já decidimos que ela não será mais adotada. Verinha ou eu ficaremos com ela, vigiando por sua saúde.


É, pensando melhor, esse é também um capítulo da minha história. Ter a Andrômeda na minha vida, tem um objetivo. Espero ter entendido a mensagem e estar agindo de acordo.